Ser uma empresária na Suíça é desafiar os estereótipos

A brasileira Isa Felder vive na Suíça há mais de vinte anos. Especialista em linguística, em 2017 inaugurou em Zurique uma escola de idiomas em parceria com outro imigrante. Embora se concentrem no ensino de alemão para estrangeiros, o sonho é ensinar português para suíços.

 

 

Logo que chegou à Suíça, no começo dos anos 2000, a brasileira Isa Felder ainda não dominava o alemão. Apesar da mudança do calor do Rio de Janeiro para o frio de Zurique, o desafio era encarado com alegria e a jornalista estava otimista de que conseguiria se sentir em casa rapidamente.

O processo de integração, entretanto, foi mais complicado do que o esperado. A barreira do idioma surpreendeu pela dificuldade, e ela teve de conquistar o aprendizado “na marra”, o que a inspira hoje a ajudar outros imigrantes.

Falar corretamente o alemão sempre esteve na lista de prioridades de Isa, mas foi só depois de sofrer um constrangimento que a jornalista teve a ideia de fazer uma formação em linguística.

“Eu estava em uma loja e tomei a liberdade de perguntar à vendedora se ela falava inglês. Ela olhou para mim sem nenhuma simpatia e disse: por que você quer saber? Não estamos em Londres! Fiquei tão sem graça. Aí ela simplesmente me abandonou, me deixou ali sozinha”, recorda.

Aprender na marra

Passados quase 20 anos desde o incômodo, hoje Isa não apenas fala, como também ensina alemão. Ela investiu muito no estudo e se graduou em linguística pela Escola de Linguística Aplicada (SALLink externo, na sigla em alemão).

“O curso leva quatro anos e eu concluí em cinco, porque estava trabalhando paralelamente. É do nível de exigência de um bacharelado e foi bem difícil. Como na época eu não tinha muito dinheiro para fazer outros cursos por fora, eu aprendi o idioma praticamente na marra”, conta.

Nos corredores da escola ela conheceu o angolano Nelson Adão, que estudava para se formar tradutor. Morando na Suíça desde a infância, Nelson é fluente em francês e se tornou seu melhor amigo.

Naquela época ainda não estava claro para a dupla que eles viriam a ser sócios, mas a camaradagem os ajudou a concluir a maratona de estudos com sucesso e forjou um forte elo de confiança e cumplicidade.

Após a graduação, a carioca começou a dar aulas para amigos e diplomatas do corpo consular brasileiro. Engajada, ela desenvolveu em conjunto com uma colega o programa didático que foi aplicado nas aulas do Centro Brasil Cultural (CEBRACLink externo) em Zurique, principal núcleo da cultura brasileira na Suíça.

Encorajada pelos elogios dos alunos e baseada na sua própria experiência de integração, Isa tomou coragem para inaugurar uma escola de idiomas, a World Language School (WLSLink externo), em setembro de 2017.

Empreender é “desafiar estereótipos” conta. Por ser imigrante, às vezes as pessoas perguntam como ela pode ensinar o alemão mesmo sem ser nativa no idioma, mas é justamente esse o diferencial da escola: oferecer cursos falados em português. Essa didática tem por objetivo encorajar os alunos a superar “o medo de aprender”.

Papel social

A escola de idiomas que Isa inaugurou com o sócio amigo Nelson Adão foca justamente em ajudar estrangeiros vulneráveis a superarem seus medos e contornarem suas limitações. Além de facilitar a comunicação nos níveis iniciais, a escola também oferece preços bem mais acessíveis do que cursos tradicionais como a Migros Schule.

Além disso, para que os estudantes consigam acomodar os cursos entre o deslocamento do trabalho à casa, a escola está situada próxima à estação central de Zurique. “Sempre temos bons preços, mas é a localização que também ajuda muito. Buscamos oferecer a conveniência que outros não têm”, explica Nelson.

A dupla de empresários ainda está se descobrindo nos negócios e pretende inicialmente cumprir o papel social de facilitar a integração dos estrangeiros – em especial dos lusófonos – à Suíça.

“Ainda estamos registrados apenas como associação e sem fins lucrativos”, explica Felder. A empresária estima que dentro do próximo ano os sócios vão conseguir juntar os 20 mil francos necessários para fundar uma companhia limitada e com isso dar uma guinada mais comercial ao empreendimento.

A maioria dos estudantes são imigrantes jovens em empregos de base. Para eles, além de propiciar a integração, o curso é uma maneira de evitar que acabem caindo na situação de “nem-nem”: nem estuda, nem trabalha.

De acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, em 2017 cerca de 8,4% dos habitantes da suíça na faixa-etária dos 15 aos 29 anos estavam desocupadoLink externos. Não é uma percentagem elevada em comparação à média de 13,24% observada nos países da OCDE, mas relevante, considerando a prosperidade da população de Suíça.

 

Demanda por cursos de alemão

Joana Costa de 26 anos é uma das alunas. A portuguesa chegou a Zurique em janeiro de 2018 e foi uma das primeiras a participar dos cursos. Ela já está no nível básico-intermediário (A2) e trabalha como cuidadora de crianças na casa de uma família de alemã.

“Gosto muito da disponibilidade dos professores. As turmas são com poucas pessoas, o que ajuda bastante. Também me agrada que falam o português e por isso conseguimos tirar dúvidas específicas”, conta.

“Além disso, eu tive que resolver burocracias no governo, com vários formulários, e os professores me ajudaram a preencher e resolver”, elogia Costa.

“Aqui apoiamos o aluno com tudo. Damos até sessão terapêutica”, brinca Isa se referindo ao suporte “técnico” e emocional que oferece aos estudantes. A escola também oferece esporadicamente treinamentos em meditação e palestras sobre cidadania.

Alemão para iniciantes é o curso com maior procura, com a principal demanda pelos níveis A1 e A2, mas a WLS oferece ainda aulas de inglês, espanhol, francês, italiano e português.

A estratégia de Isa e Nelson para o futuro é justamente ir além da comunidade imigrante e focar nos cidadãos suíços que têm afinidade com o Brasil e Portugal. “Eu ainda vou ensinar português pra eles”, já sonha com determinação a carioca.

Acesse a matéria na integra. Link.: https://www.swissinfo.ch/

Empresários brasileiros atingem maturidade

O sonho de Luciana Monin era voltar a pintar, assim como faz sua mãe, professora de artes desde que a filha era pequena. Deixou a carreira na área de finanças e abriu um atelier de arte próximo a Vevey, onde promove exposições, eventos temáticos e cursos. 

Amuni Ghazzaoui: "Eu cozinho com amor, adoro conversar com os clientes e apresentar a culinária brasileira e suíça". (swissinfo.ch)

Amuni Ghazzaoui ama cozinhar e sempre teve tino comercial. Quando menina, vendia para a vizinhança os limões do seu limoeiro, para espanto da avó. Deixou o emprego no setor de Meio Ambiente e montou o Café Moema, especializado em comida suíça e brasileira em Glattbrugg. Já Isa Felder sempre gostou de idiomas. Jornalista de formação, hoje dirige a escola de idiomas World Language em Zurique com dois sócios. Kelly Nielsen se sensibilizou com a cultura do capim dourado do Tocantins e queria ter mais tempo para o filho pequeno. Abriu a loja Almada Bijou, que vende bijuterias on-line, onde revende o produto artesanal principalmente para clientes suíças.

Os quatro perfis de empresários demonstram o grau avançado da comunidade empreendedora brasileira na Suíça. Nada de picanha ou coxinha, esses negociantes saíram do lugar comum dos produtos étnicos, que vendem exclusivamente para o mercado brasileiro da saudade, e atuam em níveis mais desenvolvidos como o de mercados altamente competitivos.

O professor Eduardo Picanço Cruz, que coordena o projeto de pesquisa de Empreendedorismo de Imigrantes e Refugiados na Universidade Federal Fluminense (UFF), explica que a aposta na categoria de oportunidades denominada Mercados Altamente Competitivos demonstra claramente a maturidade no quesito empreendedorismo. “Esses empresários focam em um mercado consumidor internacional, tentam se adaptar culturalmente a esse novo público, desafio muito mais complexo. Isso não quer dizer que quem aposte no mercado étnico esteja desatualizado. De maneira alguma, é somente um outro foco de clientela”, explica o professor, que também coordena o MBA Executivo em Gestão Empreendedora da Universidade Federal Fluminense.

De acordo com Picanço, esses empresários têm perfis parecidos, em geral apresentam nível educacional mais alto, dominam a língua local e a cultura do país onde habitam. “Para atuar nesse mercado, é preciso entender o modus operandi suíço. Geralmente já trabalharam como empregados, compreendem o funcionamento e as necessidades do mercado e aí abrem seu próprio negócio”, explica. Segundo o professor, mesmo lidando com público internacional, o jeito, a simpatia e a flexibilidade brasileira devem ser mantidos como diferencial – isso é o principal “ativo” do empreendedor imigrante. Especializado no assunto e escrevendo livro sobre empreendedorismo em contexto migratório, ele cita o exemplo de brasileiros donos do próprio negócio em Miami, que ganham clientes por aceitarem encomendas de última hora, característica tipicamente brasileira.

De acordo com Luciana Monin, ela usa a organização e acuidade aprendidas no mercado financeiro em seu atelier. “Dou aula em vários idiomas, tenho sempre orçamento atualizado e registro dos clientes, disciplina que aprendi trabalhando em bancos aqui na Suíça. O meu lado brasileiro eu uso no atendimento. Sempre ofereço chá com biscoitos, respeito o ritmo individual de cada aluno e dou uma atenção especial às crianças e a seus pais, que podem até pintar juntos com os filhos”, diz a professora e empresária.

Luciana Monin: " Sempre ofereço chá com biscoitos, respeito o ritmo individual de cada aluno e dou uma atenção especial às crianças e a seus pais, que podem até pintar juntos com os filhos." (swissinfo.ch)

Amuni Ghazzaoui confessa que lança mão do seu lado latino para atender ao público do Moema Café. “Eu cozinho com amor, adoro conversar com os clientes e apresentar a culinária brasileira e suíça”, explica.

Empreendedores buscam qualificação

Outros indicadores do desenvolvimento do empreendedorismo na Suíça são o número de empresários e a consequente movimentação desse nicho da comunidade no país. Eventos, cursos de qualificação e plataforma de negócios podem ser usados como exemplo dessa ebulição.

De acordo com dados fornecidos pelo Ministério das Relações Exteriores, dos 20 mil microempresários conterrâneos pelo mundo, 950 têm sede na Suíça. Apesar de não contar com uma população brasileira tão numerosa, ocupa o quarto lugar no ranking, atrás somente dos Estados Unidos (6 mil), Japão (1,5 mil) e França (1,3 mil). Cerca de 3,1 milhões de brasileiros vivem em outros países.

Seguindo orientação do MRE, o Consulado Brasileiro de Zuriqu e tem realizado eventos desde o ano passado. O último aconteceu em março deste ano. De acordo com vice-cônsul Brasileiro em Zurique, Leandro Rocha de Araújo, outros eventos estão previstos para 2018.

Durante o encontro, que contou com a participação de cerca de 70 brasileiros, a advogada Fernanda Pontes Clavadetscher pode contar como foi I Conferência sobre Micro e Pequeno Empreendedorismo Brasileiro no Exterior, promovida pelos Ministério das Relações Exteriores em setembro do ano passado. A advogada foi convidada como integrante do Conselho de Cidadania da Jurisdição de Zurique para representar a Suíça.

O Consulado ofereceu também aos convidados palestras sobre Como Elaborar plano de Negócios (SEBRAE), Marketing Digital (Loovus Comunicação), Empreendedorismo (Interpreender) e Comércio On Line (Eurora).

De olho na tendência, a Interpreender criou cursos e workshops para quem já administra a própria empresa ou quem iniciar o seu negócio. Junto com a Loovus Comunicação, desenvolveu o workshop Empreendendo na Suíça. A Loovus criou a plataforma on line Longe de Casa para anunciar negócios e serviços da comunidade na Suíça.

Em busca de sonhos e de aventuras

Amuni Ghazzaoui é bióloga com especialização em Gestão e Tecnologia Ambiental e tem mestrado em Ecologia na Universidade de Zurique. Mas quem venceu foi a vontade de cozinhar e atender clientes. Montou no ano passado com o sócio suíço Andreas Portman o Moema Café, com a proposta de oferecer um mix de pratos suíços e brasileiros. Levam a ideia da mistura das culturas tão a sério que chegam a fazer pastel de Züri Geschnetzeltes (picadinho de carne à moda suíça) e pão de queijo com queijos suíços e biscoito goiabinha de lembrança de natal. Colegas de universidade, dão toque sustentável ao negócio: tentam comprar ingredientes locais e orgânicos e usar o mínimo possível de material descartável.

A união das duas culturas deu tão certo que os sócios irão abrir novo restaurante no dia 1 de agosto. A nova localidade será em Eglisau, onde Amuni promete mais novidades, já que terá uma cozinha bem maior que a do Café Moema.

Desde 2016, Lu Monin realiza o sonho de trabalhar com arte e comanda o Atelier que leva seu nome. É no espaço anexo à sua casa que a ex-gestora de Patrimônio ensina crianças e adultos os truques e técnicas dos pincéis e das tintas. Criativa, abre o local para festas infantis diferentes e oferece cursos para os pequenos durante as férias e workshops para adultos do tipo “Wine & Painting Night”, que como o próprio nome explica, as pessoas podem tomar vinho e pintar à noite. Desafio maior: a disciplina de trabalhar próxima da família e conseguir separar trabalho e tarefas do lar.

Kelly Nielsen chegou à Suíça em 2002. Aprendeu o alemão, trabalhou como cuidadora de idosos até que engravidou do seu filho, há cinco anos. Não queria mais ficar tanto tempo longe de casa e decidiu aprender algo novo. Foi quando conheceu a proposta dos artesãos de Palmas, que fazem bijuterias finas com o capim dourado, e montou a Almada Bijou. Seu foco é o público suíço e venda online. “Como empreendedora, aprendi que não existe achismo. Quero levar o nome do Brasil para a Europa e ajudar a população carente de Tocantins”, conta Kelly, que para entrar no mercado internacional, teve que retirar materiais proibidos como níquel, usados na confecção das bijuterias brasileiras.

Isa Felder queria fazer diferença na sociedade suíça e ajudar na formação do ser humano. Dessa forma, abrir uma escola de línguas veio de encontro à vontade. Isa defende a ideia de que nada mais importante que falar a língua para facilitar a integração. Formada em jornalismo, tradutora e com capacitação suíça para dar aula para adulto, decidiu a escola junto com os sócios Nelson Adão e Claudia Lopes. A World Language School aposta no diferencial: ensina alemão e outros idiomas com professores de língua portuguesa, o que ajuda no entendimento da gramática e na explicação do conteúdo. A escola de idiomas funciona próxima à estação principal de trem de Zurique e atualmente tem alunos dos cursos de inglês, alemão e até de ioga.

 

SWISSINFO.CH. Empresários brasileiros atingem maturidade e saem do lugar comum. Disponível em: https://www.swissinfo.ch/por/economia/01-de-junho-de-2018_empres%C3%A1rios-brasileiros-atingem-maturidade-e-saem-do-lugar-comum/44152052/

Um novo jeito de aprender alemão

World Language School – Mais do que uma escola de idiomas

Os proprietários da empresa: a brasileira Isa Felder e o angolano Nelson Adao.

Quem acha que aprender um novo idioma, em especial o alemão, é algo impossível, ainda não conhece a World Language School. Dirigida pela brasileira Isa Felder e o angolano Nelson Adao, a dupla tem como “missão” ajudar os falantes de língua portuguesa a se integrarem dentro da sociedade helvética. Por isso, eles implementaram em 2018 um sistema inovador. As pessoas de língua portuguesa têm a opção de fazer o primeiro nível de alemão todo em português.

A ideia se originou nos idos de 2012. Isa Felder trabalhava como professora de alemão no Centro Brasil Cultural (CEBRAC). Nesta instituição, ela percebeu que a maioria dos brasileiros, independente do grau de estudo, tinham uma grande dificuldade em aprender a língua alemã. Foi quando ela decidiu dar as suas aulas em português. « Percebi que ensinar os temas gramaticais em português acelera o processo de aprendizagem dos alunos. Por meio das técnicas que uso em sala de aula, mesclando o português com alemão, alguns alunos me contam, muito orgulhosos, que já conseguem se virar sozinhos, sem a ajuda do (a) parceiro (a)». A partir daí, ela decidiu expandir a técnica para outros idiomas. Foi quando em 2018, juntamente com o seu grande amigo e ex-colega de faculdade, Nelson Adao, eles abriram a World Language School (WLS).

 

Os sócios « rasparam » a poupança e investiram todo o dinheiro e tempo na instituição. « Nós acreditamos no nosso trabalho e na nossa filosofia. Tudo o que fazemos visa o benefício dos nossos alunos, pois também já passamos pelo que eles estão passando », diz Isa. E Nelson acrescenta: “Temos visto como os nossos alunos estão se desenvolvendo e conseguindo trabalhos melhores na Suíça”. Os empreendedores ressaltam que não é apenas ensinar um idioma, mas também poder transmitir o pensamento que é inerente de uma cultura para outra.

World Language School trabalha com profissionais qualificados, que prezam o bem-estar do aluno. « Costumo dizer que somos uma família. Muitas pessoas se sentem bem dentro da escola, pois além de colocar o que foi aprendido na prática, elas têm a possibilidade de fazer amizade com pessoas fantásticas, trocar ideias e se locomover num ambiente tranquilo e acolhedor», diz Isa. Embora metade dos alunos sejam brasileiros, a WLS também tem alunos portugueses, italianos, espanhóis e de outros países da América do Sul.

Embora o carro-chefe seja o alemão, a escola oferece diversos cursos de idiomas como : inglês, francês, italiano, espanhol e português para estrangeiros e português para brasileiros. Além dos cursos de idiomas, a WLS também oferece cursos de meditação, assim como curso de informática, em especial para quem quer abrir uma empresa e não sabe trabalhar com Excel. Um outro diferencial da escola são as parcerias feitas visando o desenvolvimento dos alunos. A WLS conta com o apoio de advogados e coaches na área de pscicologia que, uma vez ao mês, dão consultas a preço popular.

No ano de 2019, o trabalho da WLS foi reconhecido pelas autoridades brasileiras. A escola concorreu com diversos cursos de idiomas suíços, mas devido a qualidade do trabalho e ao comprometimento dos diretores e professores, acabou ganhando a licitação para ser a escola oficial do Consulado Brasileiro em Zurique. Parece que ainda ouviremos, durante muito tempo, falar da World Language School.

www.wlanguageschool.com

info@wlanguageschool.com

Würzgrabenstrasse, nr. 6, 8048 Zürich Altstetten

 

Do outro lado do mundo. Um novo jeito de aprender alemão -
Disponível em: https://dooutroladodomundo.org/um-novo-jeito-de-aprender-alemao

Sobre a Língua Portuguesa

Por que é importante conhecer bem a língua portuguesa?

Conhecer bem a NOSSA LÍNGUA é um passo essencial para ampliarmos nossos horizontes. Através desse conhecimento, podemos:
a) nos expressar melhor e ampliar as chances de conquistarmos atenção e respeito dos interlocutores;
b) ler e compreender plenamente diferentes tipos de texto, mesmo os mais complexos;
c) expressar com clareza sentimentos e opiniões, para que ouçam e entendam;
d) escrever de forma atraente e coerente com o que pretendemos comunicar;
f) elevar o nosso nível cultural e apreciar plenamente cada nova informação adquirida.

A língua portuguesa no mundo

A língua portuguesa é o idioma oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Em cada um desses países, nossa língua incorporou palavras nativas, pronúncias próprias e formas diferentes de construir frases. Mas em todos eles, foi mantida a unidade com Portugal consolidada através de acordos ortográficos.

Nosso idioma também é conhecido em outras localidades do mundo, povoadas pelos portugueses no século XVI. São elas: Zanzibar, na Tanzânia (costa oriental da Ásia); Macau, território encravado na China que foi administrado pelos portugueses durante cerca de 400 anos; Goa, Diu, na Índia; e Malaca, cidade da Malásia declarada patrimônio mundial pela Unesco em 2008.

Atualmente, a língua portuguesa é a quarta língua mais falada no mundo, e este universo de falantes representa mais de 7% de toda a superfície continental da Terra.

De acordo com informações divulgadas pelo Instituo Camões, o português é ainda uma das línguas que apresenta uma das taxas de crescimento mais elevadas nas redes sociais, bem como na aprendizagem como língua estrangeira.

Halloween – Mais do que uma festa de terror

Halloween – mais do que uma festa de terror

Quem pensa em Halloween (dia das bruxas em português), pensa em máscaras assustadoras e fantasias horripilantes. Porém, qual o verdadeiro significado dessa festa?

O Halloween é muito comum nos países anglófanos, vide os filmes de terror que usam,  muitas vezes como pano de fundo, a celebração de Halloween. Alguns estudiosos acreditam que a festa de Halloween tenha sua origem no antigo festival celta da colheita, chamado Samhain. Este era celebrado durante 3 dias pelos povos celtas e o início era no dia 31 de outubro. O Samhain celebrava  tanto o fim do verão quanto a passagem de ano, que tinha início no dia 1º de novembro. Acreditava-se que nesse dia os mortos iriam assombrar o plano material e se apoderar dos corpos dos vivos. Para enganar os maus espíritos, as pessoas se fantasiavam de “mortos” e organizavam uma festa repleta de artefatos sombrios para poder espantar os espíritos malignos.

Com o passar dos anos e a supremacia da Igreja Católica, a festa celta acabou sendo cristianizada. Várias festividades celtas foram incorporadas ao calendário cristão e modificadas pela Igreja. Um exemplo disto é a festa de Todos os Santos. Esta era celebrada no dia 13 de maio, mas o Papa Gregório III mudou a data para 1º de Novembro, suprimindo, assim, a Festa de Halloween e apagando o seu caráter pagão. Eis que surge o nome Halloween: hallow (santo) e eve (véspera).

 

“Doce ou travessura”?

A tradição do Halloween foi passada oralmente de geração a geração. Na América do Norte, a festa foi introduzida por imigrantes Irlandeses no século XIX. Nos Estados Unidos, cuja tradição é muito forte, as crianças se fantasiam e batem na porta das casas dizendo a famosa frase: “trick or treat” (doce ou travessura). A casa da família que se nega a dar doces costuma ser bombardeada com ovos, papel higiênico, farinha entre outras pequenas travessuras para “punir” os anfitriãos. O pedido dos doces está relacionado com a tradição celta. Para acalmar e afastar os espíritos malignos, as pessoas lhe ofereciam comida. As mulheres celtas assavam o chamado “bolo da alma”.

Já a tradição da abóbora se baseia no folclore irlandês “Jack da lanterna”. Conta a lenda que Jack era um beberrão que enganou o diabo várias vezes conseguindo, assim, escapar do inferno. Ao morrer, a sua alma foi proibida de entrar tanto no céu quanto no inferno, visto que Jack humilhou e trapaceou o demônio. Condenado a vagar pelo mundo, Jack  usava uma lanterna feita com um nabo para iluminar o seu caminho. Porém, como nos Estados Unidos há uma grande abundância de abóbora no período de celebração da festa, os irlandeses logo substituíram o nabo pela abóbora.

Halloween no Brasil

A festa do dia das bruxas no Brasil se tornou popular, principalmente, entre os jovens. Este fato se deve a expansão dos cursos de inglês no país, assim como pelo consumo de filmes americanos que divulgam tal evento. Ambientes assustadores, fantasias de múmias, bruxas, zumbis, morcegos, caveiras e tudo o mais que a fantasia permitir, vêm tomando conta das festas. Porém, a sua comemoração está longe de ser comparada com a estadunidense.

Além disso, no Brasil, muitas pessoas condenam esta data, alegando que ela não tem nada a ver com a tradição brasileira. Devido a rica cultura dentro do país, foi criado em 2005 pelo governo brasileiro o dia do Saci, comemorado também no dia 31 de outubro.

Por Isa Felder

Independência do Brasil

Wie und warum wird Independência do Brasil gefeiert?

Am 7. September feiert Brasilien seinen Nationalfeiertag. An diesem Tag im Jahr 1822 erklärte Kaiser Pedro I. die Unabhängigkeit Brasiliens von der portugiesischen Krone.

Brasilianischer Unabhängigkeitstag – „Independência ou Morte”

Die Loslösung von Portugal bahnte sich schon in den Jahren vor 1822 an. Sie wurde geprägt von den Ereignissen im Europa der napoleonischen Zeit. Brasilien, als Kolonie Portugals, begann sich zunächst wirtschaftlich von Portugal loszulösen: Im Januar 1808 öffneten sich die brasilianischen Häfen für das Ausland. Der Außenhandel war erfolgreich und wuchs. Einheimische Textilindustrien konnten sich etablieren und zum wichtigsten Versorger des Binnenmarktes heranwachsen. Später folgte die politische Loslösung, denn mit der am 16. Dezember 1815 stattgefundenen Ernennung zum Königreich erlangte Brasilien die Gleichstellung mit seiner ehemaligen Kolonialmacht Portugal.

Während die königliche Familie im April 1821 nach Portugal zurückging, blieb der Kronprinz in Brasilien und übernahm die Geschäfte. Prinz Dom Pedro wurde mehrfach von seinem Vater, dem portugiesischen König Dom João VI, aufgefordert, Brasilien zu verlassen, damit die Rekolonialisierung umgesetzt werden könne. Doch Prinz Dom Pedro widersetzte sich zum Wohle des brasilianischen Volkes. Am 7. September 1822 erreichte ihn erneut ein Brief, der die Handlungen des Regenten als ungültig erklärte und seine Minister als Verräter bezeichnete. Es wird die Legende berichtet, dass er daraufhin sein Schwert erhob und „Independência ou Morte” („Unabhängigkeit oder Tod”) rief. Damit war die endgültige Unabhängigkeit Brasiliens von Portugal erklärt. Am 1. Dezember 1822 wurde er schließlich zum Kaiser Pedro I. gekrönt und blieb an der Spitze der Monarchie bis 1831.

Bräuche am Independência do Brasil

An diesem Feiertag finden zahlreichen Paraden statt, bei der Schulen und öffentliche Einrichtungen der Stadt, z.B. die Feuerwehr, die Polizei und vor allem das Militär aufmarschieren. Das Militär präsentiert vor einer Tribüne hochrangiger Politiker sowie vor dem jubelnden Volk seine Abteilungen. Neueste Fahrzeuge, Spürhunde und Sondereinsatztruppen in besten Uniformen stellen sich stolz vor. Vielerorts lockern musizierende oder tanzende Schüler die Militärparaden auf.

Wissenswertes zum Feiertag

  • Der Independência do Brasil ist Brasiliens Nationalfeiertag.
  • Friedliche Unabhängigkeitsbewegungen führten zur Unabhängigkeit Brasiliens von Portugal.

Qual é a origem do Dia das Mães?

O dia das mães é uma das festas mais celebradas do mundo. Porém, você sabe como surgiu?

A história surgiu nos Estados Unidos e está relacionada com a figura de Anna Jarvis. Sua mãe, Ann Marie Reeves Jarvis, foi considerada um ícone de sua geração. Preocupada em diminuir a mortalidade das crianças de sua região, Ann Marie Reeves Jarvis fundou o Mother’s Day Work Club, local onde foi difundido conceitos de higiene e saúde tanto para as crianças quanto para os seus familiares.

Durante a Guerra civil norte-americana (1861-1865), os centros fundados pela senhora Reeves Jarvis passaram a atender os soldados doentes e feridos de qualquer um dos exércitos envolvidos na batalha. Em maio de 1905 Ann Marie Reeves Jarvis veio a falecer no estado da Virgínia, EUA. A sua morte transtornou imensamente a sua filha Anna Jarvis que, para aliviar a dor e honrar a sua mãe, decidiu organizar com algumas amigas ligadas à Igreja Metodista um dia especial para homenagear a todas as mães, assim como ensinar as crianças a importância da figura materna.

O Então governador da cidade, Sr. William E. Glasscok, ficou tão emocionado com a homenagem que decidiu oficializar o dia 26 de abril como sendo o “Dia das Mães” no estado da Virgínia. Em pouco tempo, outros estados adotaram a celebração. A data comemorativa logo chegou aos ouvidos do então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson que em 1914 decidiu, orientado diretamente pela própria Anna Jarvis, oficializar o evento no segundo domingo de maio.

No Brasil, o evento se consolidou no governo provisório de Getúlio Vargas, em 1932. Em Portugal, a comemoração começou na década de 1950, na Itália em 1957 e na Suíça em 1930.

What is (in) an accent?

If you are a speaker of a second language, you might have already listened to comments about your accent. The way we say the words is the primary instance of judgments concerning our language abilities. When we learn English, for example, we know if our teacher speaks British English, American English or Australian English and we spend years trying to speak as a native. The question is, why is it so important to speak as a native? What does an accent carry with it to be hated so much?

Well, let’s start clarifying the difference between accent and pronunciation. Pronunciation is, according to the Oxford Living Dictionary: “The way in which a word is pronounced”, while accent is: “A distinctive way of pronouncing a language, especially one associated with a particular country, area, or social class”. This means that having an accent is not related to the rightness or wrongness of speaking a language, it is rather a different way to speak a language.

Studies in linguistics show that everybody has an accent, and, as stated above, it can be related with diverse cultural factors. One of these factors is the social status of the language. In English, for example, we have the Standard English as the most valuable accent because it shows that the speaker learned the language in a formal way, such as language courses, private lessons or immersion, indicating, thus inferring in a higher social status. On the other hand, someone who learned English without having contact with native speakers will, most likely, have a stronger accent, and, therefore will be associated to a lower social status.

When a foreign speaks a language with an accent, it shows a lot about this person and it is deeply connected to our identities, because it shows who we are beyond the strict language abilities. It is also a way to demonstrate how a language can be alive and used differently among different people. Having an accent should not be in anyway a matter of shame or depreciation, it should, actually, be a reason to be proud of our cultural roots and abilities of learning a new language.  

So, now get your accent and come to speak and learn with us at WLS.

Prepare o delicioso Grittibänz

As festas de fim de ano se aproximam e, com elas, não poderiam ficar de fora os momentos de reflexão, assim como a preparação de deliciosas guloseimas. Na Suíça, além dos biscoitos em diversos formatos e sabores, não pode faltar o famoso Grittibänz, uma espécie de brioche que tem a forma de um homem ou mulher. A origem exata desse «pãozinho » não é conhecida. Diz-se que o mesmo originou-se em Basileia por volta do século XVI. Porém, há quem diga que o delicioso brioche surgiu em Aargau no ano de 1857.;  nessa época, ele era conhecido como « Chriddibänz ». O nome vem de  « Gritte, grittle, grättle », que se refere à posição das pernas, ou seja, pernas abertas. A segunda parte do nome vem de Benz ou Bänz, que era a abreviação de Benedikt, um nome muito comum naquela época, como Hans (João).

Uma coisa é certa, tão divertido como se sentar à mesa e degustar o delicioso Grittibänz é prepará-lo com a família. Veja a receita abaixo e mãos à massa :

Ingredientes para 6 Grittibänz

1Kg Zopfmehl (farinha de trigo misturada com farinha de espelta. Usada para fazer pão de trança)

180gr de manteiga

1 cubo/colher de fermento

1 colher de sal

60gr de açúcar

5dl de leite

2 ovos

Uvas passas

Pedacinhos de amêndoas

Preparação :

Para fazer a massa, misture o açúcar, o sal e a farinha especial para o pão de trança. Forme uma cavidade. Derreta a manteiga e deixe esfriar um pouco. Dissolva o fermento com um pouco de leite. Coloque na cavidade a manteiga derretida, leite, o fermento derretido em leite e 1 ovo e misture tudo com as mãos.

Sove a massa com as mãos por pelo menos 10 minutos até obter uma textura lisa e elástica (ao cortar com uma faca, nenhuma bolha de ar deve aparecer). Cobrir a massa e aguardar por 1 hora. A massa irá duplicar de tamanho. Sove novamente a massa. Dê forma ao Grittibänz, decore como quiser, pincele com a mistura de ovo (clara e gema). Asse em forno médio preaquecido (220 °C) durante aproximadamente 20 minutos.

El idioma español en el mundo: algunas cifras

Según recientes estadísticas y publicaciones del Instituto Cervantes y otras entidades, a fines el 2017, el idioma español es la segunda lengua más hablada en el mundo como lengua materna, (aprox. 500.6 millones) siendo solamente superada por el chino mandarín (aprox. 950 millones). Al mismo tiempo, otros 75 millones de personas tienen un dominio limitado del español y otros 21.2 millones lo estudian como lengua extranjera.


Por ejemplo, en los Estados Unidos, es el idioma más estudiado en todos los niveles de enseñanza, así como en Inglaterra es considerado como el idioma del futuro.
En suma, aproximadamente 590 millones de personas de la población mundial serían hispanohablantes (entre hablantes nativos y extranjeros). Actualmente el 7.8% de la población mundial habla español.

El español es el idioma oficial de 21 países, extendidos en los 5 continentes.
En Latinoamérica, los países con mayor número de hablantes nativos son actualmente México (aprox. 120 millones), Colombia (aprox. 48.8 millones) y Argentina (aprox. 43 millones).

Cabe también destacar, que estas estadísticas antes mencionadas incluyen también al internet y a las redes sociales: el español es en la actualidad la tercera lengua más utilizada en internet, y la segunda lengua más utilizada tanto en Facebook, como en Twitter.

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Barbara Ballester
Profesora de español y de alemán